O controlo dos ataques de fúria é um papel dos pais! Será que sabe lidar com isso?

O controlo dos ataques de fúria é um papel dos pais! Será que sabe lidar com isso?

Enquanto adultos temos muitas vezes os nossos próprios ataques de fúria ou de raiva e sabemos que nem sempre são simples de controlar.

Quando falamos de crianças ou jovens, não podemos perder a noção de que as mesmas também sentem raiva e podem mostrar uma atitude um pouco mais agressiva principalmente em família.

E porque é que isso acontece? Pois bem, quando nos sentimos sob ameaça, quer esta exista ou não, tendemos a ter uma de três reações possíveis: paralisar, fugir ou reagir.

A raiva ou tão somente a agressividade é considerada uma estratégia de reação do nosso corpo, de modo a combater a ameaça (que ele pensa que existe).

Embora comumente as ameaças que identificamos são mais de natureza física, a verdade é que, se calhar até sem nos apercebermos, nos sentimos muitas vezes ameaçados pelos nossos próprios sentimentos e emoções.

O medo, a frustração, a desilusão são sentimentos tão fortes que, para evitar o sofrimento, tendemos a descarregar a tensão. Seja através da destruição de objetos ou mesmo de ataques a outros.

Assim, cabe muitas vezes aos pais lidarem com estas situações de controlo de ataques de fúria que nem sempre nos fazem sentido.

Ataques de fúria: a importância do desenvolvimento emocional para controlo de emoções

Tal como dissemos anteriormente, nas crianças, nem sempre os ataques parecem fazer sentido (e já os vimos ocorrer no centro de estudos).

Estas podem reagir com uma intensidade elevada a episódios diários aos quais nem sempre conseguimos reconhecer a importância que os mesmos assumiram para a criança. Alguns exemplos são:

  • Luta com os irmãos porque brincaram com os seus brinquedos
  • Uma resposta impulsiva à professora que o fez sentir envergonhado perante os colegas na sala de aula
  • Agressão a um colega que tentou assustá-lo

É fundamental que, em casa junto da família, se promova um ambiente onde a agressividade e os ataques de fúria possam ser geridos de forma construtiva. Garantindo assim um desenvolvimento emocional mais saudável. De que forma? Saiba melhor de seguida.

1 – Através do controlo dos impulsos agressivos

Já no jardim de infância, é esperado que as crianças consigam lidar com o aumento de adrenalina que sentem, sem precisar de agredir outros para lidar com essa sensação.

Ao aceitarmos que estes episódios de fúria podem ocorrer naturalmente nas crianças, ser-nos-á possível lidar com mais calma com os mesmos.

Isso fará com que a criança se acalme gradualmente, dominando os seus impulsos e aprendendo competências emocionais sem que necessite de se magoar a si e/ ou aos outros.

 2 – Conhecer as verdadeiras razões por detrás da raiva

Depois de explodir, a criança tende a seguir em frente, esquecendo o episódio, mas isso não quer dizer que enquanto pai esqueça o que aconteceu.

Ajude o seu filho a compreender o que o levou a agir: a vergonha por não saber a resposta certa na aula, o medo de ser ignorado pelos colegas…

É importante ter em mente que se ele compreender o que sente, deixará de precisar de defender-se, atacando, e vai conseguir resolver os seus verdadeiros problemas.

3 – Estimule o seu filho a procurar possíveis formas de resolução de problemas

Se o seu filho fica irritado porque o irmão mexe nos seus brinquedos, então poderá começar a arrumá-los num sítio inacessível ao mais pequeno.

Se compreender que, por vezes, também é corresponsável pelos conflitos em que se envolve, poderá alterar o seu comportamento de modo a não sofrer consequências.

O objetivo será sempre ensinar o seu filho a utilizar a sua raiva como motivação para alterar os comportamentos que causam o conflito.

Acredite que com o tempo, com calma e sentindo a segurança necessária para expressar a raiva que sente e encontrar as razões associadas à mesma, a criança conseguirá aprender a manifestar as suas necessidades e desejos sem precisar de ser agressivo.

Tornar-se-á mais fácil para si colocar-se no lugar dos outros e procurar soluções onde ambas as partes beneficiem. Dessa forma, os ataques de fúria vão ser cada vez menos frequentes.

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