Empatia: a competência social mais complicada de ensinar

Empatia: a competência social mais complicada de ensinar

A empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Todos os seres humanos têm essa capacidade, embora seja mais fácil para algumas pessoas, que para outras.

E porquê? Porque a empatia é um caminho que começa dentro de nós. É preciso olharmos para nós, com atenção, sem julgamentos, com… empatia!

Se não sentirmos empatia por nós, pelos nossos defeitos, erros e qualidades, nunca conseguiremos sentir empatia pelos outros.

Quando falamos de ensinar empatia às crianças, a situação torna-se um pouco mais complicada.

Isto porque esta é uma capacidade difícil de ensinar. Porque ela não se ensina, ela sente-se!

E essa é uma experiência muito particular, que varia consoante as pessoas, as suas histórias, as suas experiências, expectativas e tantas, tantas outras coisas…

Não há uma forma certa de lidar com as pessoas. Cada pessoa é única, e uma relação com outra pessoa (independentemente da natureza dessa relação) é feita de constantes ajustes de ambas as partes, para tudo funcionar.

Assim sendo, quando falamos de empatia, falamos de algo que dificilmente conseguimos ensinar na sua forma mais abrangente (embora o tentemos fazer diariamento no centro de estudos).

Mas, enquanto pais, sabemos que na primeira infância as crianças aprendem essencialmente por imitação. Assim, o seu comportamento é de extrema importância para que a empatia possa ser uma realidade na vida dos seus filhos. A família e todos os que são próximos vão ser fundamentais neste aprendizado.

Empatia: 7 formas para treinar a empatia nos mais pequenos

Apesar de não haver uma forma concreta de ensinar esta competência, há alguns pontos aos quais devemos dar atenção.

Assim, será mais simples encontrar uma forma de melhorar a empatia que os nossos filhos sentem pelos outros.

1 – Conheça-se

Como já referido anteriormente, este deverá ser o ponto de partida.

Se não sentir nada por si, não vai sentir nada pelos outros.

Se não for empático com os seus sentimentos, também não vai ser com os dos outros.

Se não aceitar os seus erros, também não vai aceitar os dos outros.

E, é isto que deve começar por ensinar aos seus filhos. Eles conhecem-se? Eles sabem o que sentem? Pergunte-lhes! Debata este tema com eles e garantidamente irá conseguir melhorar esta competência nos seus filhos.

2 – Escute

Não, não é assim tão fácil. Escutar a outra pessoa significa desligarmo-nos por momentos de nós, das nossas tarefas, do nosso modo automático, dos nossos julgamentos e da necessidade de nos defendermos para estarmos, simplesmente, ali. A escutar.

Não é um exercício fácil. No entanto, é uma excelente forma de estarmos mais presentes, não só para os outros, mas também para nós mesmos.

Por isso, ensine desde cedo a importância de termos tempo para ouvir o outro.

3 – Tenha em atenção a linguagem corporal

A linguagem corporal é tão ou mais importante do que aquilo que é dito.

Tenha uma atitude recetiva, sem julgamentos ou críticas. Por vezes, um abraço ou um sorriso valem mais que qualquer discurso motivacional.

Este é um ponto muito importante. Não são raras as vezes em que as crianças não partilham informações com os pais porque têm medo.

E, se isso acontece, acredite que até certo ponto tem a ver consigo e com a mensagem que lhes está a transmitir.

4 – Deixe de lado os julgamentos

Este é outro exercício difícil. O nosso “modo julgamento” está quase sempre ligado, e de forma automática.

É preciso fazer um esforço para desligá-lo e apenas aceitar aquilo que ouve, sem críticas. O certo ou errado não são definidos por si.

5 – Seja genuíno

Sentir empatia por alguém requer honestidade. Se não estiver genuinamente interessado em estar com aquela pessoa, então não esteja.

É importante ensinar estas questões aos seus filhos! Acredite que é muito simples alguém perceber se a empatia é forçada ou não. E se for, acredite que é muito pior do que não sentir qualquer tipo de ligação e demonstrá-lo.

6 – Fique desconfortável

Pode parecer um conselho estranho, mas sentir empatia pelo outro pode causar algum desconforto!

No fundo, ouvir as dores dos outros, se estivermos presentes e comprometidos com isso, pode fazer-nos mexer nas nossas próprias dores, e isso é doloroso por vezes.

Então, esteja preparado para isso, e não tenha receio de sair da sua zona de conforto. Nós enquanto seres humanos crescemos e aprendemos sempre que saímos da nossa zona e conforto.

7 – Seja curioso

Esteja disponível para aprender coisas novas. Cultive a curiosidade pelas pessoas, por pontos de vista diferentes do seu, por experiências novas. Talvez descubra mais pontos em comum do que imagina.

A empatia está ligada ao altruísmo, o sentimento de dedicação pelo próximo. Como seres sociais que somos, cabe a cada um de nós promover a tolerância, partilha e amor pelas pessoas que nos rodeiam.

E, como pais, tentar implementar estes conselhos em casa é essencial para ensinarmos aos nossos filhos esta competência tão complicada que é a empatia.

 

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