Inteligência emocional - A importância de as crianças a desenvolverem

Inteligência emocional – A importância de as crianças a desenvolverem

De forma muito simples, a inteligência emocional é um conceito muito comum na psicologia e que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os próprios sentimentos e os dos outros. A par disso, descreve também a importância de sabermos lidar com eles.

Nós enquanto adultos, desenvolvemos esta capacidade ao longo dos anos. Contudo, é algo que temos desde cedo de implementar na vida das nossas crianças.

Quanto mais cedo as mesmas conseguirem desenvolver este sentido, maior será a sua capacidade empática junto de outras crianças (e até mesmo de adultos).

Assim, a questão que se coloca é: Como ajudar as crianças a desenvolver a inteligência emocional? É isso que lhe explicamos de seguida.

Inteligência emocional – 4 dicas para ajudar as crianças a desenvolvê-la

Todos nós temos diferentes níveis de inteligência emocional. Isto acontece pois não existem 2 pessoas exatamente iguais.

Posto isso, é importante percebermos como é que podemos ajudar as crianças a desenvolver essa aptidão. No centro de estudos desenvolvemos atividades que têm como objetivo esse desenvolvimento.

De seguida damos-lhe 4 exemplos simples e que pode implementar com os seus filhos.

1 – Coloque-se na pele dos seus filhos

Desde já frisamos que isto não significa que o deva desculpabilizar ou concordar com tudo o que eles fazem. Quer apenas e só dizer que, é importante que lhes mostre que consegue compreender o que sentem.

Quando perdemos o controlo das nossas emoções e nos sentimos compreendidos torna-se logo mais fácil colocar tudo em perspetiva e adequar as nossas reações, acalmando-nos e seguindo em frente.

Exemplos: “Eu sei que não te apetece nada, mas tens mesmo que arrumar o teu quarto agora”, “Estás chateado porque não te comprei o jogo, mas terás que esperar que eu possa fazê-lo”.

2 – Dê-lhes espaço para que se possam expressar

As nossas emoções são energia pura que procura uma forma de se libertar. É a nossa capacidade de racionalizar que nos permite adequar aquilo que sentimos às situações e aos seus limites próprios.

Reprimir os sentimentos ou ignorá-los não vai impedir que surjam de novo. Uma vez que a fonte que deu origem aos mesmos continua a existir.

Por isso, também nós, tal como os nossos filhos, temos momentos de explosão. Sejam estes em relação aos outros ou em relação a nós através de pesadelos ou forte angústia.

Ensine aos seus filhos que ter emoções positivas e negativas faz parte da natureza humana. E,  as atitudes que temos em momentos pontuais de maior descontrolo não nos definem enquanto pessoas.

Exemplos: “Hoje pareces tão chateado! O que se passa? Todos se sentem chateados de vez em quando… vem cá, quero abraçar-te…”, “Compreendo que estejas chateado com a tua irmã, mas não se bate. Chega aqui que vou ajudar-te a explicar à tua irmã como te sentes”.

3 – Ouça os seus filhos

Mostre-se disponível e presente. Diga-lhes que está preocupada e que quer ajudar. Enquanto conversarem, evite os juízos de valor, mantenha-se interessada e não menospreze o que estão a sentir.

Lembre-se que para que os seus filhos venham a conversar consigo sobre as “grandes coisas”, primeiro eles precisarão de sentir que a sua família está disponível para escutar as “pequenas coisas”.

Exemplos: “Sentes-te tão mal que só gritas connosco. Mas eu estou preocupada contigo e não te vou deixar assim. Vou dar-te espaço, mas estou aqui para podermos conversar”, “sei que passa alguma coisa contigo porque tu não és assim. Andas triste e chateias-te com os teus amigos na escola, mas eu sei que gostas deles. Estou aqui para te ouvir e ajudar, o que é que te está a deixar assim?”.

4 – Mostre aos seus filhos que conseguem resolver os seus problemas

Para que consigamos controlar as nossas emoções é preciso compreendermos o que estamos a sentir, identificar quando surgem essas emoções e, consequentemente, o que é que está a originá-las.

Não sendo sempre uma tarefa fácil para os mais novos, há momentos em que, enquanto pais, precisamos de orientá-los. Contudo, orientar não pode significar resolver as situações pelos seus filhos.

Pelo contrário! Sempre que deixamos que os nossos filhos resolvam uma situação que está ao seu alcance, estamos a mostrar-lhes que confiamos em si e nas suas capacidades. Isso traduz-se em maior autoconfiança, autonomia e, consequentemente, maior inteligência emocional.

Exemplos: “Eu sei que gostas muito de brincar com a Joana, mas a Joana neste momento tem brincado muito mais com a Margarida e isso anda a deixar-te chateada. O que achas que podemos dizer à Joana para que perceba que te sentes magoada com essa atitude?”, “Sei que te prometi que íamos ao parque andar de patins e estás chateado por não irmos, mas está a chover e não há nada que eu possa fazer para mudar isso. De certeza que se pensarmos em conjunto conseguimos inventar outra coisa tão divertida quanto os patins para fazermos juntos aqui em casa!”

Estas são apenas 4 possibilidade que pode promover em casa de forma a aprimorar a inteligência emocional dos seus filhos.

Se implementar estes 4 pontos na sua vida, temos a certeza que quando for mais velho, o seu filho irá ter muito mais facilidade em lidar com as emoções (as suas próprias e as de terceiros).

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